A CLADE levou a cabo a segunda edição do festival audiovisual “Luzes, câmara e educação!” em São José, Costa Rica

Nos dias 29 e 30 de Novembro de 2018, teve lugar a segunda edição do festival audiovisual intitulado “Luzes, câmara e educação!” em San José, na Costa Rica. O evento organizado pela CLADE, em parceria com a UNICEF LACRO, ILGALAC, ACED, o Programa da Agenda para a Juventude da UNED Costa Rica, o Ministério da Educação Pública da Costa Rica (MEP) e o Comissário Presidencial da LGBTI da Costa Rica, onde se apresentaram audiovisuais e se debateu sob o tema “Rumo à superação da violência e descriminação baseadas na orientação sexual e na identidade de género nas instituições de ensino “.

Por entre os debates do festival, foi destacado o papel da arte, assim como a importância da criação de espaços para o diálogo e acções de sensibilização por forma a garantir a igualdade e a promoção dos direitos humanos para todos, em especial dado o actual avanço do neo-conservadorismo e da violência na região. Foi também destacada, por entre outros temas, a importância de levar estes debates para as escolas por forma a ultrapassar a descriminação de género e os estereótipos. Ao mesmo tempo foram discutidos os desafios que se levantam com o aumento dos movimentos conservadoristas tais como o “Con mis hijos no te metas” (Não te metas  com os meus filhos), que se opõem à atribuição de direitos iguais à população LGBTI e às mulheres e se opõem à abordagem de género na educação e em outras da administração pública, designando essas medidas sociais sob o lema “ideologia de género”. Tendo começado no Peru, o movimento tem sido inspirador na criação de iniciativas semelhantes em outros países da região.

Neste festival foram destacadas algumas reflexões importantes, tais como: a importância de apresentar e discutir os filmes exibidos em diferentes instituições educativas como forma de empoderamento dos estudantes para exigirem os seus direitos, consciencialização sobre os temas e desconstrução dos estereótipos e preconceitos; a importância de garantir uma educação emancipatória que reconhece, respeita, inclui e valoriza todas as pessoas de uma forma integral e em todas as suas identidades e diversidades; e a necessidade de dar especial atenção à forma como de descrevem as pessoas LGBTI nos filmes e nos media por forma a não reproduzir estereótipos e ao mesmo tempo a não utilizar narrativas que reforçam sentimentos de dor, tristeza e pessimismo, dando prioridade e visibilidade a experiências positivas de realização e transformação.

Saiba mais sobre o evento aqui.

Veja os vídeos premiados no sítio do festival.



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